03/06/2019 às 09h39min - Atualizada em 03/06/2019 às 18h00min

Inovação contribui para longevidade de empresas familiares

As mudanças tecnológicas estão se propagando numa velocidade explosiva, o que representa um desafio constante para as empresas familiares, que respondem por 65% do PIB. Elas têm um legado a preservar, e, ao mesmo tempo, precisam incorporar novas tecnologias e o conceito de inovação. “O desafio está em equilibrar legado e inovação”, afirma o fundador do Fórum Brasileiro da Família Empresária - FBFE, Nelson Cury Filho.

DINO
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As mudanças tecnológicas estão se propagando numa velocidade explosiva, o que representa um desafio constante para as empresas, independente do perfil e do ramo de atividade. Para as empresas familiares, que representam 90% dos empreendimentos no País e respondem por 65% do Produto Interno Bruto, esse desafio é ainda maior. De um lado, elas têm um legado a preservar, e, de outro, precisam incorporar novas tecnologias - como inteligência artificial, internet das coisas, blockchain, biotecnologia, entre outras - e o conceito de inovação.

Segundo pesquisa da KPMG, divulgada no ano passado, feita com 217 empresas familiares brasileiras, a participação nos chamados segmentos de ponta - tecnologia, software e telecomunicações - gira em torno de 1%.

Com tantas mudanças disruptivas surgindo a todo instante, as empresas familiares que ainda têm uma visão tradicional de negócios precisam construir uma cultura de inovação. Esse é o caminho para assegurar a longevidade dos negócios. O especialista em sucessão familiar e fundador do Fórum Brasileiro da Família Empresária - FBFE, Nelson Cury Filho, diz que a transformação digital e cultural no universo das empresas familiares pode ser uma ameaça, mas também uma oportunidade para uma profunda transformação. O desafio está em equilibrar legado e inovação, afirma o fundador do FBFE, que promove nesta segunda-feira, dia 3, o Family Business Innovation 2019, evento voltado para fundadores, sucessores e single family offices.

Assim, além de conseguir passar da terceira geração, as organizações familiares se deparam hoje também com o desafio de assimilar as transformações digitais. Para isso é importante que a organização tenha um propósito claro, para guiar o processo de tomada de decisões.

Os negócios familiares apresentam vantagens competitivas gerenciais, entre as quais agilidade e maior autonomia na tomada de decisões, pois o conselho de família costuma ser composto por um número reduzido de pessoas. Além disso, os gestores têm uma visão de longo, estão preocupados em deixar um legado para as gerações futuras. E, o fato de os donos estarem diretamente vinculados e comprometidos com a identidade da organização contribui para a reputação e credibilidade da empresa. Há ainda outra vantagem competitiva, que é a tradição. Cada vez mais o mercado valoriza as empresas que se orgulham da sua origem. Para alguns especialistas, o século XXI pertence às empresas familiares. Elas se distinguem pela facilidade de se adaptar ao mercado competitivo, pois ao longo de sua história tiveram de vencer inúmeros desafios para sobreviver.




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